quinta-feira, 10 de abril de 2014

Itália Campeã da Copa Mundial de Futebol de 2006

A culinária italiana evoluiu através dos séculos, ao longo das mais variadas alterações sociais e políticas; suas raízes podem ser traçadas até o século IV a.C.. Mudanças significantes ocorreram com a descoberta do Novo Mundo, que ajudaram a moldar muito do que é conhecido como a culinária italiana hoje em dia, através da introdução de ingredientes como batatas, tomates, pimentões e milho, todos eles parte central da cozinha daquele país, e que no entanto só foram introduzidos em grande escala a partir do século XVIII. É uma das culinárias mais populares do mundo.
Tanto ingredientes como pratos mudam de região para região do país. Existem diversos pratos regionais importantes que também assumiram caráter nacional, enquanto diversos pratos se proliferaram, em diversas variantes, por todo o mundo. Queijo e vinho são uma parte importantíssima da cozinha do país, desempenhando diferentes papéis tanto regionalmente quanto nacionalmente, com sua inúmera variedade e leis de regulamentação (Denominazione di origine controllata, DOC). Também o café, mais especificamente o espresso, assumiu um papel de destaque relevante na cultura gastronômica da Itália.

História:
 Aculinária típica daquele país apresenta raízes que vão até pelo menos o século IV a.C.. Através de diversas influências ao longo desta sua história, inclusive das regiões vizinhas, e devido à mudanças ocorridas depois de conquistas e distúrbios políticos, assim como a descoberta do Novo Mundo, formou-se uma tradição culinária concreta, que é reconhecida hoje em dia como uma das mais destacadas do mundo.história:
 O primeiro crítico gastronômico italiano conhecido foi um siciliano de etnia grega, chamado Arquestrato, que viveu em Siracusa no século IV a.C.. Entre seus escritos estava um poema que mencionava o uso de ingredientes frescos, "da estação e de primeira qualidade", e que os sabores dos pratos não deveriam ser mascarados por condimentos, ervas ou quaisquer outros temperos desta natureza, com uma ênfase especial para este estilo de preparo com os peixes. Este estilo de culinária parecia ter sido esquecido durante o século I d.C. quando a obra De re coquinaria foi publicada, com 470 receitas, incluindo muitas com grande uso de especiarias e ervas que seguramente escondiam muito do sabor natural dos ingredientes usados. Os romanos utilizavam-se dos melhores padeiros gregos para produzir os seus pães e importavam o queijo pecorino da Sicília, cujos habitantes eram tidos como os melhores mestres-queijeiros. Os romanos também eram conhecidos pela criação de cabras pela sua carne, e pelo cultivo de alcachofras e alho-poró.

Gastronomia Romana
Durante a Roma Antiga a gastronomia consistia somente em vegetais e frutas. Os romanos gostavam de alho, cebola, nabofigo, romãs, laranjas, peras, maçãs e uvas. O prato típico era mingau de água com cevada. Uma versão mais sofisticada levava vinho e miolos de animais. Somente ricos comiam carne, geralmente de carneiro, burro, porco, ganso, pato ou pombo. Alimentavam os porcos com figos para que sua carne ficasse perfumada e criavam os gansos de maneira especial para com eles preparar patês. Faziam o mesmo com os frangos, alimentando-os com anis e outras especiarias.

Refeições
JentaculumOs Romanos realizavam a primeira refeição do dia - o jentaculum - pouco tempo depois de se levantarem. Esta refeição era composta por pãoqueijoovos e leite. O pão poderia ser embebido em vinho aquecido ou então regado com azeite e esfregado em alho. Quanto ao leite, o mais consumido era o de cabra ou de ovelha.
Durante a era do Império e por influência de alguns médicos, propagou-se o hábito de apenas tomar água de manhã.
Prandium
Por volta do meio-dia tomava-se, geralmente em pé (sine mesa), o prandium. Poderia incluir restos da comida do dia anterior, carnes frias, frutas e queijo. Não se tomava vinho durante essa refeição, pois ela era consumida no período em que eles estavam no trabalho.
Cena
cena era a principal refeição do dia e iniciava-se à décima hora, o que corresponde às quatro horas da tarde (os Romanos contavam as horas a partir do nascimento do sol), prolongando-se até de noite.
cena dividia-se em três partes: gustatio (ou gustus ou promulsio), prima mensa e secunda mensa. O gustatio era composto por uma série de aperitivos: comiam-se cogumelos, saladas, rábanos, couve, ovos e ostras. Para beber, tomava-se o mulsum (daí esta parte da cena ser também chamada promulsio), que servia para abrir o apetite e ao qual se atribuía a capacidade de prolongar a vida.
A prima mensa era composta por vegetais e carnes e a secunda mensa consistia na sobremesa, na qual se serviam frutas ou bolos.

Alimentos:
Com excepção dos alimentos do continente americano (tomatemilhobatatachocolate...) e de outros como o feijão, a massa, a carne de vaca (animal que era utilizado em trabalhos agrícolas e sacrifícios) os Romanos empregavam na sua alimentação alguns dos mesmos alimentos que se usam hoje em dia.

Puls
A puls, uma papa de cereais, era o alimento base dos antigos Romanos. Os cereais utilizados para elaborar a puls eram o trigo ou a espelta, que era torrados, moídos e cozidos, primeiro em água e depois em leite. Existiam algumas variantes da puls: a puls fabata (feita como favas) e a puls punica (que é pontinha de queijomel e uma gema de ovo).

Pão
Na Roma Antiga produzia-se uma extensa variedade de pães. Fabricar o pão era de início uma tarefa feminina, até que a partir do século III a.C. surgem os padeiros (pistores) que vendem o pão nas padarias (pistrinae).
Existiam basicamente três qualidades de pão, o panis mundus, o panis secundarius e o panis sordidus. O panis mundus era o pão de primeira qualidade, enquanto que o panis secundarius era um pão feito com farinha de segunda, possuindo mais farelo; este último tipo de pão teria sido o favorito do imperador Augusto. Quanto ao panis sordidus era o pão de mais baixa qualidade, consumido pelos pobres.
Com o propósito de melhorarem o sabor do pão já cozido, os Romanos cobriam a côdea (crosta ou casca) com ovo e salpicavam-no com sementes de plantas aromáticas (funcho, anisdormideira). O pão era acompanhado por figos (frescos ou secos), que não se comiam separados.

Carne e peixe
Consumia-se praticamente todos os tipos de carne animal: porco, javali (aper), lebre (lepus), coelho (cuniculus), galinha e borrego. Um petisco particularmente apreciado eram as línguas de rouxinol e flamingo.
A carne bovina era pouco consumida por diversos motivos, entre os quais os religiosos: aquele que matasse um bovino sujeitava-se a ser castigado com a morte ou o exílio. Os bovinos eram vistos mais como animais de tração do que de consumo.
No que diz respeito ao peixe conheciam-se aproximadamente 150 espécies comestíveis. Também se consumiam moluscos e mariscos.

Garum
garum ou liquamen era uma espécie de molho obtido a partir da maceração pelo sol (durante cerca de dois meses) do intestino de peixes, de preferência atum ecavala. Era usado em praticamente todos os pratos, inclusive nos doces.
O garum mais famoso era o fabricado em Cádis, localidade hoje situada no sul de Espanha. O maior centro produtor de garum de todo o Império Romano localizava-se no atual território de Portugal, em Troia, no Sado. Também havia importantes núcleos industriais de preparados piscícolas no Algarve e no Vale do Tejo, nomeadamente na Crimeia.
O garum encontra-se amplamente referido nas fontes literárias, segundo as quais teria um cheiro desagradável. Considerava-se que o melhor tinha uma cor semelhante à do vinho de Falernum.
Este produto não possui qualquer equivalente na moderna cozinha européia. Julga-se que os molhos de peixe da culinária do Vietname e do sudeste asiático possam ser aquilo que mais se assemelha ao antigo garum.

Condimentos
A culinária da Roma Antiga fazia um uso generoso dos condimentos. Os principais condimentos utilizados na preparação das refeições eram a pimenta, os cominhos, orégão, salsa e até mesmo o mel.

Vinhos e outras bebidas
O vinho (uinum) acompanhava os pratos e era bebido diluído com água do mar ou água morna. Para que os vinhos se conservassem era necessário que fossem misturados com resina, pelo que depois tinham que ser filtrados no sacculus linteus (um tecido de linho) ou no colum uinarum (um utensílio de metal perfurado com pequenos orifícios). Em ambos os casos colocava-se gelo ou neve no fundo, que tinha como função purificar e refrescar o vinho.
Para além dos vinhos gregos, apreciavam-se os vinhos produzidos na península Itálica, como o vinho de Falernum (da Campânia) e o Caecubum (do Lácio).
Outras bebidas consumidas pelos Romanos eram a posca (feita com água e vinagre, sendo muito consumida pelos pobres e pelos soldados), zythum (uma cerveja de cevada ou trigo), o hydromel, camum (bebida fermentada de cevada) e cydoneum (bebida feita com marmelo).

 Gastronomia do Novo Mundo
 Cozinha da realeza
Cozinha moldada para a realeza procuva as exóticas especiarias para animar um prato. O uso sábio de especiarias demonstraria ao rei sagacidade e poder na importação de comidas exóticas. Importantes são o tomilho, orégano, alho, alecrim, cominho (tudo velho mundo) e o mais exóticos maça, gengibre, cravo, cúrcuma, canela e noz-moscada. (Índia, Ásia, Indonésia)  A cozinha do rei e do Papa para banquetes foi onde o desenvolvimento da cozinha italiana atingiu o seu apogeu. Novo mundo com especiarias como baunilha, pimentão e chocolate se juntou as especiarias do velho mundo em livros de receitas logo após a viagem de Colombo.
O novo mundo tinha uma elite dominante como os reinos da Europa em 1519, quando os espanhóis conquistaram o México. Infelizmente o espanhol destruiu registros históricos de mexicanos nativos. Tudo que temos são contas de Conquistador de suntuosos Banquetes na mesa do imperador asteca Moctezuma. Uma lenda fala de corredores asteca trazendo fresco apanhado cioba à tabela de Moctezuma após um relé run de cem milhas através das montanhas da Costa do Pacífico de Tenochtitlan, a cidade dos astecas.
Enquanto isso na Europa os papas e os Médicis estavam festejando em grande esplendor. A culinária era temperada com especiarias exóticas do Oriente, que entrava  por  Veneza.
Columbo fez sua marca na cozinha mundial. Nina, Pinta e Santa Maria pelas Bahamas no Outono de 1492 mudou para sempre a forma que o mundo prepara sua comida.

Pratos mais famosos

Um dos pratos mais famosos, a pizza, apesar de tipicamente italiana tem suas origens bem mais antigas. Acredita-se que os babilônios, hebreus e egípcios já misturavam o trigo e amido e a água para assar em fornos rústicos há mais de 5000 anos. A massa era chamada de “pão de abraão”, muito parecida com os pães árabes atuais, e recebia o nome de piscea. Porém, não tinha o formato redondo e achatado que conhecemos hoje, ela era em formato de calzone, como se fosse um sanduíche.
A pizza era um alimento de pessoas humildes do sul da Itália, quando, próximo do início do primeiro milênio, surge o termo “picea”, na cidade de Nápoles, considerada o berço da pizza. “Picea”, indicava um disco de massa assada com ingredientes por cima. Servida com ingredientes barato. A receita tinha como objetivo principal matar a fome da parte mais pobre da população. Normalmente a massa de pão recebia como sua cobertura toucinho, peixes fritos e queijo. Aqui no Brasil, foi no bairro paulistano Brás, que as pizzas começaram a ser feitas e comercializadas.

Abaixo uma pequena lista de pratos italianos.

Entradas:
• Carpaccio com Rúcula
• Carpaccio Tonnato
• Camarão com Aspargos
• Tomate Recheado com Atum

Sopas:
• Sopa de Capelete
• Sopa de Feijão Branco

Aves:
• Peru Al Funghi
• Frango com Salsão

Carnes:
• Carne com Ameixa
• Filé ao Gorgonzola
• Filé com Figos
• Javali ao molho de alecrim com polenta bramata
• Polpettone

Peixes:
• Atum com Anchovas
• Bacalhau com Alcaparras
• Caponata com Frutos do Mar

Polentas:
• Polenta com Lingüiça
• Polenta com Queijo Fresco

Risotos:
• Risoto com Champignon
• Risoto ao Vinho Tinto

Massas e Molhos:
• Nhoque de Batata ao Pesto
• Tortelone de Berinjela aos Quatro Queijos
• Rigatoni com Ragu ao Vinho
• Vermicelli ao Alici
• Capelete à Romagnola
• Panquecas à Fiorentina


Sobremesas:
• Caffè Valdostano
• Cassata Siciliana
• Fregolatta
• Pêras ao Vinho
• Pudim de Nata
• Zuccotto
Estamos em tempos de Copa do Mundo de Futebol
Estaremos postando a história da gastronomia de cada país participante e sugestões.

Iniciaremos com os últimos Campeões

ESPANHA campeã de 2010
Começará com o atual Campeão : Espanha
Tal como ocorre na maior parte dos países, a culinária da Espanha varia bastante de umas regiões a outras; no entanto, existem algumas características comuns, entre as quais se pode destacar:
Dentre a enorme variedade de receitas que compõem a cozinha espanhola, algumas podem considerar-se comuns a todo ou quase todo o território, embora algumas tenham uma origem conhecida e continuam a ser associadas a determinados lugares. Podem citar-se como exemplos a tortilla de patata (omelete de batata), o ghazpacho (uma sopa fria de vegetais), apaella (originária deValência  embora existam muitas variantes de uma região a outra), os pistos (uma espécie de ratatoulle),  os embutidos (jamóm serrano, chorizo, morcilla) ou os quesos.
Abundam os pratos à base de grãos (garbanzos lentejas judias ), os cocidos e os potajes sopas de grãos e verduras), embora com variações regionais importantes, sem esquecer opão, que tem numerosas formas de fabricar-se, com variedades muito distintas em cada região.
Talvez onde mais coincidem as distintas regiões seja nasssobremesas e doces: o flan, as natillas, o arroz con leche (arroz doce), as torrijas, as magdalenas e os churros são alguns dos mais representativos.

Galiza


Polvo à galega
A cozinha Galega baseia-se na qualidade dos seus produtos frescos. As especialidades mais importantes são preparadas com peixes, mariscos e polbo  com azeite e pimentão.
Outros pratos representativos são o caldo galego e as empanadas (quer de carnes, peixe, marisco, etc). Entre os queijos, o queixo de tetilla, o queixo de San Simóm, com fumagem, o de Arzúa. Para acompanhar, um D.O. Ribeiro, branco ou tinto, ou um D.O. Rias Baixas (de uva Albariño) branco, um D.O.Ribeira Sacra, etc. Entre os doces destacam-se a torta de santiago e as filloas (crepes, quer doces ou salgadas,.

Astúrias e Cantábria


Fabada asturiana

Pote asturiano
Nas Astúrias consome-se grande quantidade de peixe e mariscos, mas o seu prato mais característico é a "fababa asturiana", uma feijoada à base de fabe-alubias grandes, carne de porco, morcela, cebola e chorizo, muito apropriado para os dias de inverno.  A sidra é a bebida regional. No que diz respeito ao pão, podem ser destacados o bolluprñáu, recheado com chouriço, e a coroña. 
Como em todo o norte de Espanha, o peixe é uma característica da culinária da Cantábria:a sardinha, a anchova, as lulas, ali chamadas rabas, se preparam de distintas maneiras. 
Na sua doçaria têm que mencionar-se os sobaos (bolos com grande quantidade de ovos e manteiga, além de licores e outros aromatizantes), la leche frita (fritos de farinha com leite e açúcar). Entre as bebidas, destaca-se o orujo (aguardente) e a sidra. Entre os queijos, podem mencionar-se os quesucos de Liébana, Nata de Cantabria e o picón Bejes-Tresviso.

País Basco

A cozinha Basca  está baseada nos molho e nos assados na brasa. Os pratos mais característicos são os guisos de pescado, sobretudo de bacalhau e merluza preparados em salsa verde, al pil-pil 3 ou à vizcaina. O marmitako é o prato típico dos pescadores e é preparado com atum, bonito, batatas e pimento, acompanha por um bom txacoli, vinho branco de sabor ácido. 

Andaluzia


Rabo de touro
Na Andaluzia destaca-se o pescaíto frito (peixes pequenos ou cortados em pequenos pedaços, envoltos em farinha dechícharo e fritos), o jamóm, o gazpacho, o salmorejo (uma sopa fria de vegetais, como o gaspacho, mas na forma de creme) e o flamenquín (filetes de lombo de porco enrolados sobre um recheio e empanadosr) cordobeses, a pringá(uma pasta de carnes diversas cozinhadas a fogo lento, para comer como acepipe), orabo de touro (típico da cidade deCórdoba), o jamón de Jabugo, os gurumelo (o cogumelo Amanita ponderosa e a poleá (papas de farinha). Entre as bebidas, há a destacar os anises de Ojén, de Rute e de Cazalla, e os vinhos generosos (de Málaga, de Jerez, fino e oloroso, Pedro Ximénez,manzanilla, Montilla e outros),  os de maior projeção internacional e dos mais exportados entre os vinhos espanhóis.

Canárias

Algumas preparações típicas das ilhas Canárias são as papas arrugadas (batats cozidas com a casca e com muito sal), los mojos, como o mojo picón e oalmogrote (feito com queijo ralado, pimenta, vermelha e azeite, provavelmente derivado do almodrote, considerado uma herança safardita  e o gofio, uma farinha feita com diversos cereais e outros produtos vegetais (como os rizomas de samanbaia), que pode ser preparada de várias maneiras; esta iguaria é herança dos guanches, o povo indígena das ilhas. Entre as sobremesas, é típico o frangollo, feito com farinha de milho e entre os vinhos, o malvasía, também produzido na vizinha Madeira

Catalunha

Na culinária da Catalunha destacam-se o suquet (um molho de peixe), os platos de mar i muntanya, a escudella, os calçots, o pão com tomate (pa amb tomàquet), oalioli, o fuet de Vic, os azeites deArbequina, e os vinhos do Priorato, o Penedés, o Costers del Segre, o Alella e outros.

Madrid


Cozido madrileno
Na comunidade de Mdrid, destacam-se o cozido madrileno e os callos a la madrileña (tripas), o asado de cordero, a ternera del Guadarrama, as judías a lo Tío Lucas, a leche merengada, o requesón de Miraflores de la Sierra, os fresas de Aranjuez , os melones de Villaconejos, os vinhos de Navalcarnero e o anis de Chindrón.

terça-feira, 1 de abril de 2014

BOLO DE CHOCOLATE COM BANANA
Receita enviada pela Tia Tima
Bolo saudável (sem leite, sem açúcar e sem farinha)

INGREDIENTES:

  • 03 ovos
  • 05 bananas nanicas bem maduras
  • 02 xícaras de damascos picados
  • 1/2 copo de nozes picadas
  • 1/2 copo de uvas passas
  • 1/2 copo de ameixas pretas picadas
  • 01 colher de fermento em pó

MODO DE FAZER:
Bater no liquidificador os ovos com as bananas
Passar para um refratário e misturar os outros ingredientes.
Colocar em forma untada e assar em forno médio até dourar





sábado, 22 de fevereiro de 2014

OS PAPÉIS CULTURAIS E AFETIVOS DA COMIDA

Pouco notamos. Porém, muito mais que consumo, aquilo que nos alimenta também conduz emoções, aprendizado social, evocação de memórias e pertencimentos
Por Juliana Dias, editora do site Malagueta
Os hábitos alimentares, afirma o antropólogo norte-americano Sidney Mintz, são veículos de profunda emoção. Para o autor, a comida e o comer são centrais no aprendizado social por serem atividades vitais e essenciais, embora rotineiras. As atitudes em relação à comida são aprendidas cedo e bem. Na visão de Mintz, esse comportamento alimentar é nutrido por adultos afetivamente “poderosos”, que conferem um poder sentimental duradouro. Assim, ele explica que o lugar onde crescemos e as pessoas com quem convivemos vão aos poucos construindo um material cultural. Esse material dá forma ao nosso comportamento alimentar que “se liga diretamente ao sentido de nós mesmos e à nossa identidade social” (2001, p 31). A maneira como nos alimentamos revela constantemente a cultura em que estamos inseridos.
Ao longo dos anos os hábitos alimentares podem mudar completamente. E essa mudança desvela as facetas do comer, pois para Mintz esse comportamento pode, simultaneamente, ser o mais flexível possível e o mais arraigado de todos os costumes. “Há uma estranha congruência entre conservadorismo e mudança que nos acompanha no estudo da comida”, explica o autor, que se dedicou a estudar a função social da alimentação, a partir de espécies únicas como açúcar e soja. Apesar das evidentes mudanças no gosto e nas preferências de cada pessoa, a memória e o peso do primeiro aprendizado alimentar, e algumas das formas sociais aprendidas, talvez permaneçam para sempre em nossa consciência, como sugere o antropólogo. Para comprovar sua tese, ele cita a madeleine de Proust como o caso mais famoso.
O francês Marcel Proust atribuiu ao olfato e paladar o poder de convocar o passado. O escritor do clássico Em busca do tempo perdido dedicou à madeleine, bolinho de limão Em forma de concha, e ao chá, o resgate de sua memória de infância. Essa experiência marca sua vida de maneira indelével, pois ele retoma com vigor o seu exercício da escrita. Antes desse encontro gustativo, sua carreira estava fadada ao fracasso. Ele vivia recluso e doente num quarto em Paris, mas a comida lhe restaurou as forças. A descrição sobre esse momento testemunha o quanto a memória está ligada ao que comemos: Mas no mesmo instante em que aquele gole, de envolta com as migalhas do bolo, tocou o meu paladar, estremeci, atento ao que se passava de extraordinário em mim. Invadira-me um prazer delicioso, isolado, sem noção da sua causa. Esse prazer logo me tornara indiferentes às vicissitudes da vida (…)” (1983, p. 31).
Na recém-lançada obra póstuma O Cozinheiro do Rei (Ed. Madras), de Zé Rodrix, encontramos a força da experiência proustiana num menino índio, de aproximadamente 5 anos, chamado Pedro Karaí. Se Proust revive com madeleines na França, Karaí renasceu com mingau de tapioca com farinha de peixe na tribo dos Mongoyós, à beira do Rio de Contas, no sertão da Bahia.
Em uma brincadeira rotineira de pular no rio, o menino bateu com a cabeça numa rocha. Ficou desacordado, perdeu os sentidos e vivenciou a morte de perto. Ele também estava num momento crítico, entre a vida e a morte, tal qual Proust, quando alguma coisa que ele não via, “exalava um cheiro delicioso que penetrava as narinas e lhe enchia a boca de água”. O olfato e o paladar convocaram o breve passado do menino, como intuiu Proust, ao ser tocado pela madeleine com o chá. No caso brasileiro, a visão foi incluída nessa experiência multissensorial. A comida vai além de saciar o estômago.
A receita que mudou o olhar de Karaí foi preparada por sua mãe, um desses adultos “poderosos”, citados por Mintz, que marcou o filho com um poder sentimental duradouro. Remete também à comida como medicamento, o cuidado e o amor expressos numa refeição preparada especialmente para alguém. Na descrição, identifico também elementos do conceito de Segurança Alimentar e Nutricional (SAN), ao falar sobre o acesso a alimentos de qualidade, tendo como base práticas alimentares promotoras de saúde (MALUF, 2007, p. 17).
A descrição de Rodrix, músico e compositor, é rica, poética e emocionante como a de Proust, só que com a comida brasileira, o que remete implacavelmente a nossa identidade social, confirmando a tese de antropólogo: comida é memória; comida é cultura. A mandioca, considerada pelo folclorista Câmara Cascudo, Rainha do Brasil, foi o elo de ligação com a memória do pequeno índio, trazendo uma nova perspectiva sobre o que significa comer e, assim como no caso do escritor francês, marcou sua trajetória radicalmente. Rodrix faleceu em 2009, e uma de suas canções mais conhecidas é “Casa no Campo”.
A seguir, o relato de Karaí, o qual considero nossa genuína experiência proustiana: 
            “Minha mãe trazia nas mãos uma cuia de cabaça cheia de       alguma coisa que eu não via, mas que exalava um cheiro delicioso, que me penetrava as narinas e me enchia a boca de água. Quando ela colocou em frente à minha boca, erguendo-me o pescoço para que pudesse nela encostar meus lábios, a visão da superfície cinzenta e brilhante me encheu os olhos de lágrimas. O mingau de tapioca com farinha de peixe, feito com todo o cuidado sobre as brasas de uma fogueira do dia anterior, escorreu por minha boca, acariciando-me a língua e revestindo de delícias as paredes da minha garganta. Entrou por meu organismo adentro, enchendo meu estômago de alegria e paz, fazendo-me perceber, pela primeira vez na vida, o que era a fome e sua satisfação. Pensei, com minha cabeça de menino índio, que a coisa mais bela da vida era dar de comer a quem tem fome.
“Nunca havia sentido apetite (…). Mas de repente me interessava muito esse fenômeno estranho, que cresce como uma dor e uma falta, e se esgota não apenas pela quantidade, mas principalmente pela qualidade mais difícil de reter: o sabor. Misto de cheiro e paladar, com grande influência da visão que dela se tenha, a comida é o sabor aprisionado, que se libera gradativamente em contato com o nosso corpo, enchendo de prazer cada um de nós, até que a falta de novo se instale em cada um, e de novo precise ser preenchida (…). De uma maneira determinada, tudo estava incluído no cheiro, na visão e no gosto daquele mingau de tapioca com farinha de peixe, primeira inclusão de meu corpo em um universo no qual viveria minha vida e do qual extrairia, em doses às vezes díspares, às vezes insuportáveis, o terror e a felicidade que a todos acompanham nossa viagem pelo mundo”. (2013, p. 29-30).

Ao trazer essas experiências para o contexto da divulgação de informações sobre alimentação e da Educação Alimentar e Nutricional, devemos nos lembrar do diálogo entre Proust, Karaí e Mintz. As experiências proustianas se repetem permanentemente, em diferentes cenários culturais. Esse adulto, responsável por transmitir o material cultural comestível, pode ser representado por diversos atores sociais, como a família (pai, mãe, avós e tias); merendeiras; cozinheiros; e nutricionistas. Só não deveria ser representado por indústrias alimentícias que estão de olho nessa relação duradoura, somente pelo lado do consumo.
Na interseção entre alimentação e educação, as ideias do sociólogo Carlo Petrini, fundador da associação Slow Food, sustentam que o aprendizado deve ser saboroso e com corpo inteiro, não apenas com o intelecto. No documento Manifesto pela Educação (SLOW FOOD, 2010), destaco alguns princípios que se alinham com a experiência proustiana, e podem servir de inspiração para colocar em prática o sabor do conhecimento pela comida e pelo comer.
Para o Slow Food, a educação “é um caminho íntimo, que envolve a dimensão cognitiva, experiencial, afetiva e emocional; alimenta-se do contexto no qual se encontra, valorizando memória, saberes e culturas locais; desenvolve a consciência de si mesmo, do próprio papel e das próprias ações; e promove mudanças, gerando pensamentos e comportamentos novos e mais responsáveis”. Nesse diálogo, convido também o educador Paulo Freire ao sugerir que não se deve separar o cognitivo do emocional no aprendizado: “estudamos, aprendemos, ensinamos e conhecemos (…) com o nosso corpo inteiro. Com os sentimentos, com as emoções, com os desejos, com os medos, com as dúvidas, com a paixão e com a razão crítica (1998, p. 8). Mintz, Proust, Karaí, Petrini e Freire postos numa mesma conversa nos mostram a centralidade de alimentação para o indivíduo e a sociedade; e como os sentimentos que nos alimentam são capazes de acessar a realidade e, por vezes, transformá-la.

Referências bibliográficas:
FREIRE, Paulo. Professora sim, Tia não: Cartas a quem ousa ensinar. São Paulo: Olho d’ água, 1998.
MALUF, J,S, R. Segurança alimentar e nutricional. Editora Vozes, Petrópolis, RJ, 2007.
MINTZ, S. Comida e antropologia: uma breve revisão. Revista Brasileira de Ciências Sociais, v. 16, n º47, p 31-42. 2001.
________SLOW FOOD. Manifesto pela Educação. VII congresso Nacional, Albano Terme, 16 de maio de 2010. Disponível em http://www.slowfoodbrasil.com/campanhas-e-manifestos/711-manifesto-slow-food-pela-educacao.
PROUST, Marcel. No Caminho de Swann. Trad. Mário Quintana. São Paulo. Ed. Abril Cultural, 1982.
RODRIX, Z. O cozinheiro do rei: as aventuras e desventuras de Pedro Karaí Raposo, entre o Rio de Contas e a Corte de 17773-1823. São Paulo, Madras, 2013.

Texto retirado do site: www.outraspalavras.net


quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

CONSERVAS

Pepinos:

INGREDIENTES:
  • 01 1/2 xícara (chá) de vinagre de vinho branco 
  • 01 xícara (chá) de açúcar  02 colheres (sopa) de sal 
  • 02 pepinos japoneses
  • 02 colheres (sopa) de gengibre fresco ralado
  • 01 pimenta-malagueta 
  • 03 colheres (sopa) de azeite 
  • 02 dentes de alho amassados

MODO DE FAZER:
Lave os pepinos muito bem sob água corrente. Com uma faca afiada, corte os pepinos em rodelas finas. Reserve. Lave a pimenta e reserve.
Numa panela média, coloque o vinagre, o açúcar e o sal e leve ao fogo baixo. Quando ferver, desligue o fogo.
Acrescente o pepino, o gengibre, a pimenta inteira, o alho e o azeite à panela e misture delicadamente.
Transfira o conteúdo da panela para um pote de vidro esterilizado (veja a dica a seguir) e tampe bem. Sirva após 3 dias.
Dica:
Potes de vidro podem ser reutilizados para conservas, molhos, ou mesmo geléias, feitos em casa. Mas primeiro eles devem ser muito bem esterilizados. Para isso, leve bastante água para ferver numa panela grande; coloque o vidro e sua tampa na panela e deixe ferver por no mínimo 15 minutos.
Para retirar o vidro e a tampa, utilize uma pinça de cozinha e deixe-os escorrer sobre um pano de prato limpo. Atenção: não coloque o vidro sobre nenhuma superfície muito gelada, como mármore, pois o vidro pode estourar. Só use os potes esterilizados depois que eles esfriarem totalmente.

Legumes diversos:

INGREDIENTES:
  • Abobrinha
  • Azeitona
  • Cebola
  • Couve-flor
  • Cenoura
  • Pimentão
  • Vinagre
  • Para o chá:
  • Erva-doce (semente)
  • Pimenta do reino em grãos

MODO DE FAZER:
Todos os legumes são crus. Corta a cenoura em rodelas, a abobrinha e o pepino são sem semente e com casca cortados em quadrado, o pimentão cortado em tiras,  a couve flor corta os cachinhos, azeitonas inteira e a cebola em rodelas ou quadrados. Esteriliza os vidros e as tampas onde serão armazenados os picles, em uma panela com água fervente. Arruma os legumes nos vidros alternando-os para ficar bem colorido. A parte faz um chá com a semente de erva-doce e os grãos de pimenta do reino e água. Depois de frio coloca o chá até 1/4 do vidro e completa com vinagre branco (de maçã ou de álcool). Fecha os vidros e deixa fora da geladeira por uma semana. Após este período já pode ser utilizado. É excelente para tira-gosto e para fazer molho tártaro.

Beterraba:

INGREDIENTES:
  • 01 kg de beterraba em rodelas
  • 02 unidades de cebola em rodelas
  • 01 xícara (chá) de vinagre branco
  • 1/2 xícara (chá) de açúcar
  • 01 colher (sopa) de sal
  • Quanto baste de alecrim
  • 01 folha de louro
  • 01 xícara (chá) de Água

MODO DE FAZER:
Cozinhe as beterrabas em um refratário. Respingue com 1/2 xícara (chá) de água. Tampe e leve ao microondas por 10 a 12 minutos na potência alta. Mexa na metade do tempo. Reserve. Coloque em outro refratário a cebola, o vinagre, o açúcar, o sal, o alecrim, o louro e a água. Leve ao microondas por 8 a 10 minutos na potência alta. Coloque sobre a beterraba e deixe tampado por 15 a 20 minutos. Conserve em geladeira.


sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

COBERTURAS PARA SORVETE

Farofa

INGREDIENTES:

  • 01 xícara (chá) de leite em pó integral
  • 1/2 xícara (chá) de açúcar
  • 02 xícaras (chá) de nozes (nozes, castanha do Pará, amendoins ou avelãs)
  • 01 colher (sopa) de chocolate em pó

MODO DE FAZER:
Bater em liquidificador ou processador. Guardar em pote de vidro tampado
Escolha um tipo de noz. Ela deve estar assada como no caso de amendoins. 
Caso queira, use 1 pacote de côco queimado no lugar de noz.

Caldas para Sorvetes 

CALDA DE CARAMELO 

INGREDIENTES:
  • 1 1/2 xícara de açúcar 
  • 01 xícara de água 
MODO DE FAZER:
Leve ao fogo, espere ferver e dê o ponto de calda. 

CALDA DE CHOCOLATE 

INGREDIENTES:
  • 08 colheres de chocolate em pó 
  • 08 colheres de leite 
  • 08 colheres de açúcar 
MODO DE FAZER:
Misture os ingredientes e leve ao fogo, até derreter. Passe na forma, e coloque o sorvete. Deixe gelar, e desenforme. 
Obs. - Se quiser, assim que colocar a calda, espalhe um pouco de biscoitos picados e misturados com castanhas de caju e depois, coloque o sorvete. 

CALDA DE MARACUJÁ 

INGREDIENTES:
  • 1/2 xícara de chá de suco de maracujá 
  • 1/2 xícara de chá de água 
  • 02 colheres de sopa de açúcar refinado 
  • 01 colher de sopa de amido de milho 
  • Sementes de 2 maracujás 
MODO DE FAZER:
Misture o suco, a água, o açúcar e a amido de milho, e leve ao fogo até engrossar. 
Retire e junte as sementes de maracujá. 

CALDA DE CHOCOLATE HOT

INGREDIENTES:
  • 02 colheres (sopa) de manteiga
  • 0l xícara (chá) de castanha de caju, crua, picada
  • 04 tabletes pequenos de chocolate meio amargo (l80g picados)
MODO DE FAZER:
Em uma panela pequena, aqueça a manteiga. Junte a castanha e vá mexendo até dourar. Retire do fogo, junte o chocolate e mexa até dissolver. Sirva quente. Rend: 2 xíc (chá)

CALDA DE FRUTAS VERMELHAS

INGREDIENTES:
  • 400 g de frutas vermelhas congeladas
  • 1/2  xícara de açúcar
  • Suco de 1 limão
MODO DE FAZER:
Em uma panela, junte as frutas ainda congeladas, o açúcar e o suco de limão e deixe ferver, mexendo de vez em quando, até as frutas ficarem macias e formar uma calda ligeiramente espessa. Retire do fogo e deixe esfriar